O concelho de Beja, está situado no coração do Alentejo, dispondo de uma boa comunicação entre o caminho de Lisboa e Algarve. A distância do litoral (100 km) não tira o encanto desta zona, que tem um cuidado património artístico e uma grande oferta de turismo rural.
Da presença humana no território de Beja se tem indícios desde os remotos tempos, mas foi com a ocupação romana quando adquiriu maior relevância. Durante o século I a.C passou a chamar-se Pax-Júlia e graças ao imperador Júlio Cesar se converteu em uma capital jurídica e administrativa, uma das três nas quais se dividia era Lusitânia.
Da antiga cidade romana passou a ser centro cultural muçulmano. Desde o século VI até o século XIII o território esteve ocupado por visigodos e também esteve baixo domínio árabe. Durante este tempo se manteve como Sede da Dioceses.
Foi definitivamente conquistada pelos cristãos no ano de 1232. No ano de 1253 o rei Afonso III reconstruiu a vila e no ano de 1254 lhe concede o Foral, recuperando assim a sua importância económica como uma das principais vilas do reino. A finais de século D. Dinis ordena que se construa o Castelo, cuja a Torre de Menagem é o monumento mais importante da cidade.O século XV representa uma das épocas de maior dinamismo e é no século XVI, mais especificamente no ano de 1521 quando o rei D. Manuel I lhe concede o título de cidade.
O século XV representa uma das épocas de maior dinamismo e é no século XVI, mais especificamente no ano de 1521 quando o rei D. Manuel I lhe concede o título de cidade.
Situada numa colina que domina a extensão alentejana, Beja desfruta de um solo rico para o cultivo. No decorrer da sua história foi uma cidade sustentada economicamente na agricultura, sobretudo no cultivo de cereais, oliveiras e legumes. A zona também é conhecida por sua produção vinícola e por seu queijo. A indústria se concentra principalmente na alimentação e na metalúrgica.
Hoje em dia Beja é a sede do concelho e a capital do distrito mais extenso de Portugal, município de primeira ordem graças a sua estratégica entre Lisboa e o Algarve e entre o Litoral e a fronteira com Espanha.
PASSEIO TURISTICO
Castelo O Castelo de Beja foi construído a princípios do século XIV pelo rei D. Dinis sobre uma antiga fortificação romana e reconstruído no século XVI com vários elementos de arquitectura manuelina, destacando a janela da torre situada na entrada do castelo. Situa-se na Rua D. Dinis e seu elemento mais representativo é a sua impressionante Torre de Menagem, que é o símbolo da cidade, considerada a mais alta de Portugal, em cujo interior de três plantas nos encontramos com uma escada em forma de caracol com 183 degraus que acede a parte mais alta da torre, lugar desde o qual se observa uma das melhores vistas da cidade e dos seus arredores.
Sé Catedral A Sé Catedral de Beja situa-se no Largo do Lidador e foi construída a finais do século XVI sobre uma antiga igreja incumbida a Jorge Rodrigues pelo Arcebispo Teotónio de Bragança. O Templo é estilo maneirista com três naves. No seu interior destacam o retábulo da capela-mor em talha dourada atribuído a Manuel João da Fonseca, data a finais do século XVII, a pintura do altar de São José, os retábulos policromados das capelas laterais, e situados na capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição, os painéis de azulejos do século XVIII em branco e azul.
Arco Romano O Arco Romano de Beja situa-se na Rua D. Dinis, muito perto do castelo. Foi construído pelos Romanos entre os séculos III e IV. É um arco de volta perfeita, com pés direito formados por grandes blocos de cantaria aparelhada.
Igreja da Misericórdia A Igreja da Misericórdia de Beja situa-se na Praça da República e é uma construção de princípios do século XVI. Passou a ser Património Municipal no século XIX. No ano de 1927 se construiu um depósito de água utilizado para abastecer a população. No seu exterior destaca seu antigo pórtico por ser o único em Portugal de arquitectura civil renascentista. Seu interior é estilo maneirista com alguns elementos de arquitectura manuelina.
Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres A Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres situa-se no Largo dos Prazeres e foi erguida no século XVII. É um edificio estilo maneirista com planta longitudinal composta por uma nave, capela-mor e sacristia. No seu interior destacam os azulejos do século XVIII e as grandes telas que decoram as suas paredes.
Pelourinho O Pelourinho de Beja situa-se na Praça da República. Seu fuste está decorado com espirais e anéis, e o seu capitel está rematado por uma Cruz de Cristo em ferro. Declarado Bem de Interesse Público.
Igreja de Santa Maria da Feira A Igreja de Santa Maria da Feira é uma construção do século XIII situada no Largo de Santa Maria, na Rua Dr. Manuel Arriaga. A igreja é de planta longitudinal formada por três naves com abóbadas, na nave central se encontra a capela-mor. Seu interior foi reconstruído no século XVI.
Museu Regional Rainha D. Leonor O Museu Regional Rainha D. Leonor foi fundado no ano de 1927. Está formado por dois núcleos, o principal está situado no Convento da Conceição e o núcleo visigodo na Igreja de Santo Amaro. No núcleo principal destacam as secções de arqueologia romana, de epigrafia, de heráldica e o conjunto de peças de arqueologia doadas à cidade pelo arqueólogo Fernando Nunes Ribeiro, situadas no segundo piso do convento. No núcleo visigodo se exibem peças desde o século V até o século VIII. É considerada como a colecção visigoda mais importante do país, motivo pelo qual a população de Beja é conhecida como a ' Capital da Arte Visigótica em Portugal'.
Convento da Conceição O Convento da Conceição é uma construção do século XV que situa-se no Largo da Conceição. Fundado para as irmãs Clarissas pelos pais do rei D. Manuel I, D. Fernando e D. Brites, é considerado como um dos primeiros edifícios de arquitectura tardo gótico do Alentejo. É um edifício de planta rectangular que sofreu numerosas reconstruções no século XVII e XVIII. É a sede do núcleo principal do Museu Regional Reina D. Leonor.
Igreja de Santo Amaro A Igreja de Santo Amaro situa-se no Largo de Santo Amaro e foi construída no século V, período de ocupação visigoda. Foi reconstruído nos séculos XVI e XVII combinando os estilos góticos e maneiristas. É de planta basilical com três naves separadas por arcos redondos situados sobre colunas cilíndricas. No seu interior alberga o núcleo visigodo do Museu Regional de D. Leonor.
Ermida de Santo André A Ermida de Santo André situa-se na Rua de Lisboa. Foi construída no século XVI e a sua arquitectura combina elementos góticos e mudéjares. A meados do século XIX a ermida é revestida com azulejos procedentes do já desaparecido Convento de Santa Clara.
Antigo Convento de São Francisco O Convento de São Francisco situa-se na Rua D. Nuno Álvares Pereira. Foi construído no século XVI e é um convento manuelino com decoração barroca. Actualmente como lugar para desenvolver diferentes actividades dedicadas as pessoas da Terceira Idade.