Chaves é a capital do Alto Tâmega, a escassos quilómetros da fronteira com Galiza. O Rio Tâmega banha a povoação que está dominada pelas fortalezas e que conta com um património arquitectónico de primeira ordem. O turismo termal, já conhecido pelos antigos romanos, este distrito do norte do país cobra cada vez mais auge.
As origens da ocupação destas terras se remontam no Paleolítico. Do castro das suas origens Chaves passou a ser fundada pelos Romanos no ano de 78 d.C, durante o florescente período da ocupação romana foi denominada Aquae Flavie em homenagem ao imperador Flávio Vespasiano, o primeiro em reconhecer a excelente qualidade das águas termais da zona.
No século III começa a imparável invasão dos povos bárbaros; Suevos, Visigodos e Alanos ocuparam o território deixando uma grande destruição a seu passo. A ocupação árabe se inicia no século VIII e não será até o século XI quando as constantes tentativas de reconquistas cristãs vão dar seus frutos. Começou então sua reconstrução e a criação de um cerco de muralhas para proteger a uma população cada vez mais importante.
A primeira Carta Foral se lhe outorga no ano de 1258, três séculos depois em 1514 D. Manuel I criará um novo Foral.
Sua vulnerável situação em fronteira e a sua importância estratégica militar leva a D. Dinis a reforçar as defesas no século XIV, se constitui a fortificação da população com a construção das fortalezas, o Forte de São Francisco e o Forte de Neutel.
No decorrer do século XIX se disputaram aquí numerosas batalhas, entre as que se destacam a luta contra as tropas francesas, foi em Chaves onde se teve lugar a primeira derrota portuguesa de Napoleão.
Nos últimos tempos o turismo se converteu em um recurso económico de grande importância, seu atractivo é sustentado em três pilares, a qualidade e exclusividade de umas águas hiper termais com grandes capacidades curativas, uma impressionante riqueza natural e paisagística presidida pelo rio Tâmega e um património arquitectónico e cultural cujo máximo expoente é a ponte romana.
Chaves, capital do Alto Tâmega, também oferece ao visitante uma grande tradição em artesanato e uma ampla variedade gastronómica na qual se destacam os embutidos.
PASSEIO TURISTICO
Castelo de Chaves O Castelo de Chaves foi mandado construir pelo rei D. Dinis no século XIV. Localizado no ponto mais alto da cidade, Praça de Camões, Centro Histórico de Chaves. Actualmente, além dos restos das muralhas militares, o elemento mais bem conservado do castelo é a Torre de Menagem, torre defensiva de planta quadrada e quatro andares com 28 metros de altura e acabada por ameias, que foi o centro militar, administrativo e político de Chaves. Desde o ponto mais alto das torres se obtém umas maravilhosas vistas de toda a cidade. No ano de 1978 se inaugurou no interior da torre o Museu Militar. No exterior do castelo existe um jardim onde se expõem obras do Museu da Região Flaviense. É classificado desde o ano de 1938 como Monumento Nacional.
Museu Militar de Chaves O Museu Militar de Chaves localiza-se no interior da Torre de Menagem do castelo, na Praça de Camões. Nos seus quatro andares se expõem numerosas peças, armas, uniformes, armaduras, bandeiras, troféus, etc., recolhidos desde a Idade Média até nossos dias. Destacam os documentos militares que explicam a defesa da cidade contra os ataques dos espanhóis.
Igreja da Misericórdia A Igreja da Misericórdia situa-se na Praça Caetano Ferreira, entre o Castelo e a Igreja Matriz, no Centro Histórico de Chaves. É um templo barroco erguido no século XVII de planta longitudinal com uma só nave, onde seu elemento mais notável é a fachada de cantaria com suas oito colunas salomónicas rematadas com capitéis. Seu interior é revestido por azulejos azuis e brancos do século XVIII, obras de Oliveira Bernardes que representam figuras e cenas bíblicas.
Igreja de Santa Maria Maior - Matriz de Chaves A Igreja de Santa Maria Maior, também conhecida como Igreja Matriz de Chaves, é um templo de traça românica erguido possivelmente na época da rainha D. Teresa, século XII. Está situada na Praça da Republica, Centro Histórico de Chaves. Foi reconstruída no século XVI conservando do seu estado original o portal principal situado sobre a torre campanário da igreja. Seu interior é de três naves, separadas por colunas cilíndricas unidas por arcos de volta inteira e capela-mor.
Capela de Nossa Senhora do Loreto A Capela de Nossa Senhora do Loreto, conhecida popularmente como Capela de Santa Cabeça, é uma bonita igreja fundada a finais do século XVII por João de Prada, Abade de Monforte. Está situada na Praça de Camões, enfrente do Castelo de Chaves. É um templo de arquitectura maneirista, de planta longitudinal e coro alto.
Museu da Região Flaviense O Museu da Região Flaviense está albergado no interior de um palácio do século XV, o Paço dos Duques de Bragança, situado no Centro Histórico da cidade, Praça de Camões. No seu interior estão expostos uma grande variedade de restos arqueológicos com um alto valor histórico e científico, da Idade de Bronze, Idade do Ferro e da Romanização, além das colecções de numismática, utensílios, trajes rurais e pinturas de Nadir Afonso, natural de Chaves. Nas instalações do palácio se encontra a Biblioteca Municipal.
Capela de Santa Catarina A Capela de Santa Catarina é um templo de planta longitudinal com coro alto situado na Rua 1º de Dezembro e construído no século XVII. Sua arquitectura combina os estilos maneiristas e barroco, destacando o pórtico coroado pelo frontão triangular e ladeado por pilares. Merece especial destaque no interior a imagem da padroeira da igreja, realizada em talha dourada e situada no altar-mor.
Capela de Nossa Senhora da Lapa A Capela de Nossa Senhora da Lapa foi construída no século XVIII e é um templo barroco de planta longitudinal de uma só nave. Situa-se próxima ao Forte de São Francisco, em uma colina frente a zona medieval da cidade, no Largo da Lapa. No seu interior destaca um retábulo neoclássico de talha branca e dourada.
Forte de São Francisco O Forte de São Francisco situa-se nas colinas que rodeiam a cidade de Chaves. Foi erguido a meados do século XVII para a defesa da população por ser um lugar estratégico por sua proximidade a fronteira com Espanha. É uma fortificação militar de planta quadrangular que forma uma estrela de quatro pontas, sendo cada uma delas um baluarte. Ao entrar se encontra uma ponte levadiça que nas suas origens estava situada sobre uma fossa. As muralhas originais, realizadas em granito com mais de um metro de largura e uma altura que varia entre os 4 e os 20 metros, estavam ligadas ao sistema defensivo do Centro Histórico da cidade. Actualmente foi reconvertido em um luxuoso complexo turístico, o Hotel Forte de São Francisco.
Forte de São Neutel O Forte de São Neutel está situado um pouco mais ao norte do Forte de São Francisco. Foi mandado construir pelo General Andrade e Sousa uns anos depois do Forte de São Francisco, no ano de 1664, para proteger ainda melhor os arredores da cidade. É uma fortificação militar de planta quadrada com forma de estrela e baluartes nos seus cantos, muito parecida ao Forte de São Francisco. O acesso interior da fortaleza se realiza através de uma ponte de pedra.
Caldas de Chaves - Termas As Caldas de Chaves são um dos centros termais mais importantes de Portugal, suas águas são consideradas as mais quentes da Europa por nascer a mais de 70º C. Se encontram situadas no Largo das Caldas, a escassos 200 metros do Centro Histórico de Chaves. Estão especialmente indicadas para as doenças do aparelho digestivo, reumáticas, musculares e esqueléticas. Nos quase 50 hectares que ocupa todo o centro balnear, além das próprias de um balneário se pode desfrutar de instalações desportivas, piscinas, ginásio, parques, monumentos, etc. Foram galardoadas com o prémio a Melhor Unidade Termal do ano de 2002.
Ponte Romana de Chaves A Ponte Romana de Chaves, conhecida também como Ponte de Trajano, é uma ponte romana construída a finais do século I d.C. É o melhor exemplo de arquitectura romana que se conserva em toda a cidade. Tem uma longitude aproximada de 150 metros e está formado por 16 arcos que cruzam o rio Tâmega.