Guarda é a capital do Distrito de Beira Interior. Cidade com mais de 800 anos de história guarda um extraordinário património histórico, artístico e cultural. Tem fama merecida de ser hospitaleira com o visitante que se aproxima para conhece-la. A Sé Catedral e o Bairro Judio levam-nos no tempo na nossa viagem.
Ainda que se tenham encontrado na zona restos arqueológicos pertencentes ao Período Paleolítico, os achados mais numerosos correspondem a Idade do Bronze. Diferentes civilizações ocuparam estas terras, por aquí passaram entre outros, Romanos, Suevos, Visigodos e Árabes.
A evolução de Guarda esteve inevitavelmente marcada por sua situação estratégica. A cidade se origina durante a Idade Média com a criação de núcleos para a defesa das fronteiras. Na Serra da Estrela a mais de 1.000 metros de altitude, Guarda foi fundada em 1197 quando era uma pequena fortificação chamada Torre Vella.
Como seu próprio nome indica, sua função era a de controlar as fronteiras frente a possíveis invasões. Isto levou a D. Sancho I a conceder-lhe o Foral no ano de 1199 e em 1203 a converte em Sede Episcopal. Desde este momento, sua escassa população começa a incrementar-se e a cidade inicia o caminho para converter-se em um centro urbano e de poder.
A economia da zona estava baseada na produção agrícola e do gado, no artesanato e no comércio. Sua situação privilegiada como um lugar de passagem fomentou seu carácter urbano e mercantil. A grande importância comercial adquirida leva a Afonso III a conceder-lhe a Carta de Feira em 1255.
No século XV D. Manuel I modifica o Foral. No ano de 1835 Guarda é elevada a categoria de Capital do Distrito, iniciando-se assim uma etapa de grande transformação. Tem lugar um processo de melhoria e modernização das infra-estruturas e vias de comunicação que até então pareciam conduzir a isolamento inevitável e decadente da região.
Hoje em dia merece a pena visitar a cidade pela beleza da região na que se situa, a Serra da Estrela oferece umas perfeitas características geológicas e paisagísticas. Não podemos deixar de visitar a Sé Catedral, considerado um dos monumentos góticos mais belos de todo o país.
PASSEIO TURISTICO
Sé Catedral da Guarda A Sé Catedral da Guarda, igreja fortaleza, é um dos monumentos góticos mais belos de Portugal. Situa-se no interior do perímetro amuralhado da cidade, na Praça Luis de Camões, sobre um alto desde o que se obtém umas excelentes vistas de toda a cidade e arredores. Sua construção foi iniciada a finais do século XIV, ano de 1390, e foi finalizada no século XVI, ano de 1540. Devido aos quase dois séculos que demorou em ser construída, a sua arquitectura tem várias influências artísticas nos estilos românicos, gótico e manuelino. É um edifício de planta de cruz latina com três naves, transepto e cabeceira com três capelas, sendo a principal a Capela dos Pinas, de grande beleza artística e arquitectónica. Um dos seus elementos mais importantes é um retábulo situado no altar-mor, talhado em pedra de Ançã, onde estão representadas 100 figuras esculpidas por João de Ruão. É um dos símbolos da cidade, considerada Monumento Nacional.
Castelo da Guarda O Castelo da Guarda foi mandado construir no século XII por D. Sancho I. Foi destruído no século XIX e actualmente se conservam algumas das suas muralhas, a Torre dos Ferreiros e a Torre de Menagem.
Sistema Defensivo A cidade de Guarda possui um elaborado sistema defensivo situado no centro histórico da população. Está formado por muralhas, portas e torres, Porta da Erva, Porta do Rei, Porta Falsa, Torre dos Ferreiros e Torre de Menagem. Foi construído entre finais do século XII e princípios do século XIII, realizando-se diversas melhoras no decorrer da sua história. Todo o sistema defensivo está classificado como Monumento Nacional.
Igreja de São Vicente A Igreja de São Vicente, situada na Rua de São Vicente, é um templo data do século XVIII de uma só nave com capela-mor. Foi mandado construir, sobre os restos de um antigo templo medieval, por D. Jerónimo Rogado de Carvalhal e Silva, bispo de Guarda entre 1772 e 1797. A frente da sua fachada está ladeada por duas torres campanário e nele se encontra o escudo do bispo D. Jerónimo. No seu interior destacam painéis de azulejos que representam temas da doutrina cristã, destacando nelas a vida de Cristo. É classificada como Imóvel de Interesse Público desde o ano de 1982.
Igreja da Misericórdia A Igreja da Misericórdia é a obra barroca mais importante de Guarda. Foi construída no século XVIII e situa-se no Largo João de Almeida, fora das muralhas que rodeiam o centro histórico da população. É um templo de uma só nave com capela-mor e sua fachada. No seu interior destacam os seus altares, sobretudo o da capela-mor pelas suas grandes dimensões.
Museu da Guarda O Museu da Guarda se encontra albergado no antigo Seminário Episcopal, edifício de começos do século XVII situado no centro da cidade, na Rua General Alves Roçadas. Se inaugurou no ano de 1940 e no ano de 1991 foi remodelado e adaptado a Centro Cultural. No seu interior se expõem numerosas colecções, entre as que destacamos as de arqueologia, escultura, numismática, pintura, cerâmica, etnografia, etc.
Capela do Mileu A Capela do Mileu situa-se fora das muralhas e afastada do centro urbano, integrada em um dos caminhos de peregrinação a Santiago de Compostela. Não se sabe exactamente sua data de construção, mas é considerada como um dos monumentos mais antigos da população. É um pequeno templo românico de planta rectangular com uma só nave e capela-mor.
Parque Municipal da Guarda O Parque Municipal da Guarda é o maior espaço verde de toda a cidade. No seu interior destaca uma grande fonte barroca. É um dos lugares mais visitados pelos habitantes da cidade para descansar e desfrutar de um dia tranquilo ao ar livre. Conta nas suas instalações com uma ludoteca.
Parque Natural da Serra da Estrela O Parque Natural da Serra da Estrela é uma região montanhosa, tipo meseta, com uma altura que oscila entre os 300 metros até os 1993 metros do seu ponto mais alto. Tem uma área de mais de 100.000 hectares que se estende pelos municípios de Guarda, Celório da Beira, Gouveia, Manteigas, Seia e Covilhã. Todo o parque está formado por numerosos bosques, lagos, montanhas, vales, trilhas, etc., onde habitam numerosas espécies de animais e plantas. Graças as suas excelentes características geológicas e paisagísticas é uma zona de grande interesse. Possui numerosas rotas e é um lugar ideal para realizar passeios pela bela natureza que o envolve.