A cidade de Guimarães nasceu para ser morada real. Durante séculos serviu de Quartel-general das Forças Reais. Na nossa visita à Colina sagrada visitaremos o castelo, símbolo da cidade. A rota contínua pelo Paço dos Duques de Bragança. O centro histórico reconhecido como Património Mundial pela UNESCO.
As origens da actual cidade de Guimarães se encontra no século X, quando a cidade medieval recebia o nome de Vimaranes e Portugal ainda não se havia constituído como nação. Neste século quando a Condessa Mumadona Vias ordena a construção de um Mosteiro, e mais tarde, na segunda metade do século, do Castelo que servirá para a defesa da população. Imediatamente se converteram nos dois pólos de assentamento.
No ano de 1111 nasce no Castelo aquele que seria o primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, protagonista indiscutível da história do país. É nessa época quando seu pai, o conde D. Henriques concede a Carta Foral à população.
Guimarães ocupa um lugar destacado no nascimento do país, aqui teve lugar no ano de 1128 a Batalha de S. Mamede onde D. Afonso Henriques saiu vitorioso frente ao reino de Leão, conseguindo assim a liberdade para a criação do reino de Portugal. Por isso a cidade é conhecida como Berço da Nacionalidade. No ano de 1179 D. Afonso é coroado como o primeiro rei de Portugal.
A expansão da população criou a necessidade de amuralhar o território, começa assim a progressiva união dos núcleos urbanos.
No ano de 1853 alcança a categoria de Cidade. É no final do século quando experimenta grandes mudanças do Centro Histórico, que junto a seu papel fundamental na história do país e sua ampla e variada representação arquitectónica levaram a UNESCO a declarar este centro histórico Património da Humanidade no ano de 2001.
Actualmente Guimarães caracteriza-se por seu elevado nível de industrialização, concentrando uma grande quantidade de mão-de-obra. Outro dos seus recursos económicos é o turismo, centrado principalmente na busca cultural e arquitectónica.
PASSEIO TURISTICO
Castelo de Guimarães O Castelo de Guimarães, também conhecido por Castelo de S. Mamede, está situado no Monte Latito o Falperra e é o símbolo da cidade. Foi mandado construir pela condessa Mumadona Dias no século X para a defesa da população dos contínuos ataques mouros e normandos tão frequentes naquela época. Se encontra dominado por uma torre homenagem, de planta quadrangular situada no interior das suas muralhas, flanqueadas por quatro torres em seus ângulos. No castelo presenciou numerosas batalhas até o século XIV, realizadas para a defesa do país. Um dos mais importantes episódios bélicos que aconteceram nos seus arredores foi a famosa Batalha de S. Mamede, no ano de 1128. Sofreu numerosas reconstruções no decorrer da sua história ainda que as mais importantes foram as realizadas no começo do século XX quando recuperou sua grandiosidade original, motivo pelo qual foi classificado Monumento Nacional.
Igreja de São Miguel do Castelo A Igreja de São Miguel do Castelo é um templo românico de reduzidas dimensões situado junto ao Castelo, no Monte Latito ou Falperra. Foi mandado construir no século XII, provavelmente pelo Conde D. Henrique, tem planta longitudinal e capela-mor rectangular. Seu interior abriga uma pia baptismal onde foi baptizado D. Afonso Henriques e numerosas sepulturas de guerreiros ligados à fundação da nacionalidade. Classificado como Monumento Nacional.
Paço dos Duques de Bragança O Paço dos Duques de Bragança é uma majestosa casa senhorial mandada construir no século XV por D. Afonso, futuro Duque de Bragança e filho do Rei D. João I. Está situada nos arredores do Castelo de Guimarães e se trata de um exemplar único na Península Ibérica de arquitectura senhorial da Europa Setentrional, caracterizada pela grandeza dos seus edifícios e por suas numerosas chaminés cilíndricas. Foi utilizado como quartel militar no século XIX e reconstruído em várias ocasiões, sendo a mais destacada a ocorrida entre os anos de 1937 e 1959, ano em que é aberto ao público e transformado em museu, abrigando restos dos séculos XVII e XVIII. Todo o edifício está classificado como Monumento Nacional desde finais do século XIX.
Capela de Santa Vera Cruz A Capela de Santa Vera Cruz, considerada Imóvel de Interesse Público, está situada nas proximidades do Castelo de Guimarães, na antiga Rua de Santa Cruz. Foi construída no século XVII e é um templo maneirista de planta rectangular com uma só nave precedida por um alpendre e capela-mor revestida por azulejos.
Museu de Alberto Sampaio
museu de alberto sampaio O Museu de Alberto Sampaio foi fundado no ano de 1928 para albergar as colecções da desaparecida Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira e de outras igrejas e conventos de toda a região. Situado no Centro Histórico, na Rua Alfredo Guimarães, apresenta importantes colecções de ourivesaria de todo o país, onde destaca-se o cálice românico de D. Sancho I, a imagem do século XIII de Santa Maria de Guimarães e um formoso retábulo gótico de prata dourada que representa a Natividade, de começos do século XIV.
Museu Arqueológico Martins Sarmento O Museu Arqueológico Martins Sarmento situa-se na Rua Paio Galvão, a escassos 300 metros do Museu de Alberto Sampaio. Foi fundado no ano de 1885 pela Sociedade Martins Sarmento, Instituição Cultural fundada no ano de 1881. Conta em seu interior com umas excelentes colecções de arqueologia, epigrafia, numismática e arte contemporânea. Está considerado como o museu mais importante de Cultura Castreja de todo o país, fruto das investigações realizadas na Citânia de Briteiros e o Castro de Sabroso. Destaca-se como a peça mais importante uma formosa estela funerária conhecida como 'Pedra Formosa'
Igreja de São Francisco A Igreja de São Francisco, classificada como Imóvel de Interesse Público, é um templo gótico com planta de cruz latina construído no século XV. Sofreu numerosas reconstruções no decorrer da sua história, conservando das suas origens somente o Pórtico e a Cabecera. No seu interior, situado na capela-mor, se acha o mais importante retábulo Joanino de Guimarães, além de belos retábulos de talha dourada e numerosos azulejos do século XVIII que representam cenas da vida de Santo António.
Igreja de Santos Passos
capelas dos passos da paixão de cristo A Igreja de Santos Passos, também conhecida como Igreja de Nossa Senhora da Consolação, foi mandada construir pela Irmandade de Nossa Senhora da Consolação e Santos Passos ao arquitecto Andrés Soares no começo do século XVIII. Como elemento mais característico do templo se encontra em sua capela-mor um retábulo do final do século XVIII.
Palácio Vila Flôr O Palácio Vila Flor é um edifício de grandes dimensões mandado construir a meados do século XVII pela família dos Carvalhos. No exterior do Palácio está decorado com estátuas de granito dos primeiros reis de Portugal e rodeado pelo formoso jardim, onde destaca-se uma fonte da época barroca. Foi aqui onde descansou a rainha D. Maria II na sua visita na cidade de Guimarães, no ano de 1852. Em 1884 se realizou no seu interior a Exposição Comercial e Industrial do Concelho de Guimarães.
Convento de Santa Clara O Convento de Santa Clara, um dos mais importantes de Guimarães, foi instituído por Baltasar de Andrade, mestre canónico da Escola da Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira. Situado no Largo Cónego José Maria Gomes, é um edifício barroco com uma imagem de Santa Clara no centro de sua fachada. Hoje em dia está instalada no seu interior a Câmara Municipal de Guimarães e na sua capela o Arquivo Municipal Alfredo Pimenta.
Montanha da Penha - Teleférico A Montanha da Penha, conhecida também como Monte de Santa Catarina, é um dos lugares de maior atracção turística de Guimarães, aos pés da qual se desenvolveu a população. Se pode recorrer em um teleférico os 1,7 quilómetros que separa a cidade da montanha, durante os 10 minutos de duração do trajecto se pode observar umas maravilhosas vistas do entorno. A montanha proporciona ao visitante uma ampla oferta de espaços e serviços. Dispõe de parques, pensões, campo de minigolfe, centro equestre, pic-nic, restaurantes, cafetarias, bares, etc. Possui numerosas trilhas e desde seu ponto mais alto, em dias de céu aberto chega-se a observar o Oceano Atlântico. Uma das vistas obrigatórias é o Santuário de Nossa Senhora da Penha.
Santuário de Nossa Senhora da Penha O Santuário de Nossa Senhora da Penha foi construído a meados do século XVII na Montanha da Penha. É um centro de peregrinação muito importante que concentra um grande número de fiéis, sobretudo durante a época de verão. Merece especial destaque os azulejos que decoram as paredes, obra de Policárpio de Oliveira Bernardes, e o púlpito da sua capela. Todos os anos o segundo domingo de Setembro se celebra uma peregrinação ao Santuário.
Termas das Caldas das Taipas As Termas das Caldas das Taipas estão situadas na Vila com o mesmo nome, a escassos 7 quilómetros de Guimarães. É uma antiga estância termal já utilizada na época dos romanos. Suas águas, que brotam a uma temperatura de 32 graus centígrados, estão especialmente indicadas para as enfermidades do pé, intestinais, estomacais, reumatismos, artrites, etc. Hoje em dia dispõem de várias instalações com modernos equipamentos, piscinas de água termal coberta, ginásio, sauna, solarium, etc., situadas no interior de um frondoso parque, junto à margem direita do rio Ave, muito perto da estação arqueológica de Citânia de Briteiros.
Citânia de Briteiros Citânia de Briteiros são ruínas arqueológicas achadas no alto do cerro de São Romão, na freguesia de S. Salvador de Briteiros, ao norte do Concelho de Guimarães. Representam a existência de uns povoados de origem pré-romano com mais de 2.000 anos chamados Castros, situados em lugares de grande altitude e com uma grande visibilidade para a sua defesa, típicos desta época no noroeste da Península Ibérica. É um dos exemplos mais interessantes da cultura castreja encontrados em todo o país e é considerado Monumento Nacional. A maior parte dos restos encontrados nestas ruínas estão expostos no Museu da Sociedade Martins Sarmento, situado em Guimarães.