Lisboa é capital de Portugal. A cidade das sete colinas, assentada na desembocadura do Rio Tejo, apresenta-se ante nós cheia de tradições e de um amplo património histórico, que deslumbrará o turista que venha pela primeira vez. Uma cidade que oferece de todo e que se converte durante a noite numa explosão de alegria. Lisboa merece a pena visitar.
Os restos arqueológicos mais antigos encontrados na zona pertencem ao Paleolítico. Suas numerosas colinas e a proximidade ao rio Tajo o converteram em um local privilegiado para as transacções comerciais, razão pela qual numerosas civilizações visitaram estas terras.
Fenícios, Gregos e Cartagineses ocuparam este território até que no começo do século III d.C., com a ocupação romana, se converte na Felicita Julia Olisipo. Começa então uma época de desenvolvimento e prosperidade, razão pela qual numerosas civilizações visitaram estas terras.
Depois os constantes ataques por parte de Godos, Suevos e Visigodos, no século VIII começa um período de florescimento com a ocupação árabe.
No ano de 1147 teve lugar a reconquista cristã por parte de D. Afonso Henriques, que em 1179 lhe concede o Foral. No ano de 1256 Lisboa se converte na capital de Portugal.
Durante o século XVI os Descobrimentos portugueses a convertem no maior e mais activo centro mercantil de Europa. Com D. João V a cidade adquire um carácter monumental com a construção de conventos, igrejas e palácios.
No terramoto de 1755 e o posterior incêndio destruíram grande parte da cidade. A reconstrução, baixo a direcção do Marquês de Pombal, da lugar ao renascimento da cidade, a Baixa Pombalina, nascendo o traçado regular e simétrico da primeira Cidade Iluminista.
Durante o século XIX as tropas francesas invadem Portugal. A partir da segunda metade do século Lisboa se recupera e inicia um período de industrialização e recuperação económica que leva a um incremento da população.
No ano de 1910 se proclama a República. O golpe militar de 1926 impõe uma Ditadura que se mantém até o 25 de Abril de 1974, dia em que ocorreu a Revolução dos Cravos.
Hoje em dia Lisboa é uma cidade monumental, moderna e cosmopolita, repleta de lojas, museus, restaurantes e uma animada vida nocturna. Tudo isto unido a sua agradável temperatura durante todo o ano e a uma costa de grande beleza e diversidade, fazem da cidade um grande centro internacional de turismo.
PASSEIO TURISTICO
Castelo de São Jorge O Castelo de São Jorge é uma fortificação monumental que representa boa parte da história da cidade e de Portugal. Se encontra na Rua Santa Cruz do Castelo, em uma das sete colinas da cidade. Foi construído nos séculos X e XI, e conquistado dos mouros por D. Afonso Henriques no ano de 1147. Foi transformado por D. Afonso em residência real até o ano de 1511. A partir do século XVI foi usado como teatro, prisão e depósito de armas. Foi destruído pelo terramoto do ano de 1755 até que no ano de 1938 Oliveira Salazar ordenou sua reconstrução. Dos seus arredores se obtém umas excelentes vistas do rio e de toda a cidade.
Miradouro do Castelo O Mirante do Castelo encontra-se na colina mais alta de Lisboa, nos arredores do castelo. É considerado um dos mirantes mais belos da cidade, desde a qual se obtém umas maravilhosas vistas de todo o entorno.
Mirador Santa Luzia O Mirante Santa Luzia é um dos lugares mais privilegiado de Lisboa, desde onde se pode apreciar umas maravilhosas vistas de Alfama e do rio Tajo. Se encontra situado no Largo de Santa Luzia.
Sé Catedral de Lisboa A Sé Catedral de Lisboa, também conhecida por Igreja de Santa Maria, é considerada como o edifício religioso mais importante de Lisboa e um dos maiores exemplos de arte românico gótico que existem na cidade. Situa-se no Largo da Sé, junto as portas da muralha da cidade antiga, na estrada que sobe ao castelo. Foi construída no século XII e sofreu numerosas reconstruções no decorrer da sua história. Sua fachada, na que se destaca sua formosa rosácea, e o corpo da igreja são do estilo românico. Nos séculos XII e XIV foram adicionados o Claustro, a Capela-mor e a Capela de Bartolomeu Joanes, estilo gótico. Foi erguida a Catedral no ano de 1393 por D. João I. No interior se encontra um valioso tesouro em prata, trajes eclesiásticos e relíquias associadas a São Vicente, destacando como peça mais valiosa a arca que contem os restos mortais do Santo.
Igreja do Mosteiro de São Vicente A Igreja de São Vicente, padroeiro da cidade, foi mandada construir no século XVII por Felipe II sobre os restos de uma antiga igreja do século XII que formava parte do Mosteiro de São Vicente. Situa-se no Largo de São Vicente e sua arquitectura combina os estilos maneirista e barroco. Sua fachada estilo maneirista dividida em três corpos e dois níveis é coroada por duas torres sineira. Destacam em seu interior a nave barroca com grades de ferro forjado, o altar em mármore e o chão do coro construído com madeira do Brasil.
Igreja de Santa Engracia - Panteão Nacional A Igreja de Santa Engracia, destinada a Panteão Nacional desde o ano 1916, foi construída no século XVII sobre uma antiga igreja do século XVI e se trata da primeira igreja barroca portuguesa. É uma das igrejas mais visitadas da cidade e situa-se no Campo de Santa Clara, perto da Feira da Ladra. Sofreu numerosas reconstruções no decorrer da sua história até alcançar seu estado actual nos anos 60 do século XX. Sua arquitectura combina os estilos maneiristas e barroco. Tem uma planta em forma de cruz grega e sua fachada barroca está coroada por uma formosa cúpula. O interior do edifício se encontra totalmente revestido por mármore policromado.
Praça do Comércio A Praça do Comércio foi chamada em suas origens de Terreiro do Paço por estar instalado aí o Palácio de D. Manuel I. Situa-se às margens do rio e foi a porta de entrada a cidade antes do terramoto sofrido em 1755. Foi reconstruída no ano de 1758 pelo arquitecto Manuel dos Santos com claro estilo Pombalino, edifícios equilibrados e homogéneos. Ao norte da praça destaca o Arco da Rua Augusta, inspirado no Arco do Triunfo de Paris, e em seu centro se ergue a estátua de D. José I, realizada em bronze com 14 metros de altura, rodeada de figuras que representam a vitória da reconstrução de Lisboa depois do famoso terramoto.
Praça D. Pedro IV - Rossio A Praça D. Pedro IV, conhecida popularmente como Rossio, situa-se em Lisboa Baixa. É uma das praças públicas mais importante da cidade, centro comercial de Lisboa e tradicional ponto de encontro, é o lugar em que se encontra os mais antigos cafés, teatros e restaurantes da cidade. Na zona norte se encontra o Teatro D. Maria II e no centro da praça destaca a estátua de D. Pedro IV com quase 28 metros de altura.
Basílica da Estrela A Basílica da Estela, também conhecida como Basílica do Sagrado Coração de Jesus, foi mandada construir pela rainha D. Maria no século XVIII e se trata do melhor monumento construído nesse século. Situa-se na Praça da Estrela, em uma colina da zona oeste da cidade. É um templo imponente estilo neoclássico que combina o estilo barroco no seu interior. Sua fachada com duas impressionantes torres sineira se encontra dividida em três corpos e decorada com várias estátuas. Destaca no seu interior o sepulcro da rainha, situado na capela-mor.
Torre de Belém A Torre de São Vicente de Belém é uma fortaleza mandada construir pelo rei D. Manuel no ano de 1515 em homenagem a São Vicente, padroeiro da cidade. Encontra-se na avenida de Brasília, margem direita do Tajo, lugar conhecido como Belém. É um edifício de extraordinária beleza realizado em pedra branca com planta quadrangular, seu exterior decorado em estilo manuelino com galeria aberta e torres de vigia. Foi destinado em suas origens a defesa militar do porto de Lisboa. Desde seu interior se pode aceder ao último piso, lugar desde o qual se obtém umas excelentes vistas do rio e da cidade. É classificada pela UNESCO desde o ano de 1983 como Património da Humanidade e é um dos símbolos de Lisboa.
Padrão dos Descobrimentos O Padrão dos Descobrimentos situa-se em Belém, na Avenida de Brasília. Foi construído no ano de 1960 pelo escultor Leopoldo de Almeida e desenhado pelo arquitecto Cottinelli Telmo. É um monumento com forma de caravela onde estão representados o Infante D. Enrique e diferentes personalidades que contribuíram na época dos Descobrimentos, na sua frente se encontra a espada da Casa Real de Aviz e a seus lados o escudo de Portugal. Tem uma altura de 52 metros e está dedicada aos que participaram nas Descobertas. Na parte inferior do monumento tem um elevador que conduz a uma terraço desde o qual se tem uma maravilhosa vista da cidade e do rio. Destaca a enorme Rosa dos Ventos situada no chão, enfrente ao Padrão.
Mosteiro dos Jerónimos O Mosteiro dos Jerónimos, também conhecido como Mosteiro de Santa Maria de Belém, foi mandado construir pelo rei D. Manuel no ano de 1501. Permaneceu a Ordem de São Jerónimo até que no ano de 1834 foram extintas as ordens religiosas, passando a propriedade do estado. Situa-se na Praça do Império, Rua dos Jerónimos. Possui uma espectacular fachada de mais de 300 metros e no seu interior destaca seu Claustro, os sepulcros de Vasco da Gama, Luís de Camões e diferentes monarcas, a Nave e a Casa do Capitulo. É o exemplo mais emblemático da arquitectura manuelina. Nas salas utilizadas como dormitórios se encontra hoje em dia o Museu Nacional de Arqueologia. Está classificado pela UNESCO como Património da Humanidade desde o ano de 1983.
Museu Nacional de Arqueología O Museu Nacional de Arqueologia foi fundado no ano de 1893 pelo Doutor José Leite de Vasconcelos. Desde o ano de 1903 se encontra instalado no Mosteiro dos Jerónimos, na Praça do Império. Nos mostra a história do território desde suas origens até que se funda a nação. Se encontra dividido em numerosos núcleos entre os que destacam o de arqueologia, ourivesaria, etnografia, epigrafia, escultura, mosaicos, antropologia, etc. Uma das salas é conhecida como a Sala do Tesouro por acolher uma das colecções mais importantes de ourivesaria antiga a nível internacional. O museu possui uma biblioteca pública especializada em arqueologia, muito conhecida por editar desde o ano de 1895 a revista 'O Arqueólogo Português'.
Museu de Marinha O Museu de Marinha situa-se na Praça do Império, em Belém, instalado na parte do Mosteiro do Jerónimos. Nele se expõem modelos de embarcações desde a Época dos Descobrimentos, século XVI, até a actualidade. A colecção está composta por galeões reais, embarcações tradicionais, instrumentos de navegação, cartas náuticas e pinturas que nos ensinam a história marítima portuguesa. Destacam as maquetes das caravelas utilizadas nos Descobrimentos e o hidroavião 'Santa Cruz', utilizado para realizar a primeira travessia do Atlântico entre Lisboa e Rio de Janeiro no ano de 1922. Nas suas instalações se inclui o Planetário Calouste Gulbenkian. Conta com restaurante.
Palácio Nacional da Ajuda O Palácio Nacional da Ajuda foi construído na primeira metade do século XIX e situa-se no Largo da Ajuda. É um edifício estilo neoclássico e foi Palácio Real durante o reinado de D. Luís I. Esteve fechado desde o ano de 1910, proclamação da República, até o ano de 1938 quando foi reconvertido em museu. Nas suas numerosas salas se exibem colecções de prataria, pinturas, esculturas, porcelanas, etc. Actualmente é a sede do Ministério da Cultura e é utilizado pelo Estado para realizar cerimónias oficiais.
Parque Florestal Monsanto O Parque Florestal Monsanto, pulmão de Lisboa, é o maior espaço verde da cidade com aproximadamente 1.000 hectares. Foi criado no ano de 1934 e hoje em dia está totalmente arborizado com pinheiros, carvalho, azinheira, sobreiro, etc. Está formado por numerosos parques, matas e zonas recreativas. Todo o parque oferece uma grande quantidade de instalações para o lazer e o desporto como polidesportivos, minigolfe, campos de ténis, piscinas, anfiteatro, centro hípico, etc. No seu interior se encontra o Lisboa Camping.
Parque das Nações O Parque das Nações foi eleito o lugar para a celebração da Expo 98. Concentra uma importante oferta de lazer, destacando o maior Oceanário da Europa, o Teatro Camões e o anfiteatro situado na Praça Sony, onde se realizam numerosos espectáculos. Todo o parque oferece um amplo número de instalações, marinha, centro comercial, restaurante, bares, estação ferroviária e numerosas zonas verdes destacando o Parque Tejo onde se encontra o Skate Park. No interior do recinto também se encontra a Torre de Vasco da Gama, com uma altura de 140 metros que proporciona uma vista impressionante do parque, do Tajo e a cidade de Lisboa.
Oceanário de Lisboa O Oceanário Lisboa, desenhado por Peter Chermayeff, é o maior de Europa e se encontra situado junto ao rio, no Parque das Nações. O edifício parece uma plataforma petrolífera e está formado por dois níveis, o terrestre com uma parte superior cristalalizada e o subaquático. Nos seus numerosos tanques habitam mais de 15.000 animais e plantas de 450 espécies diferentes. Se divide em quatro núcleos específicos, atlântico, pacifico e indico. Foi um dos elementos mais importantes da Expo 98.