A Marinha Grande está situada no centro do Distrito de Leiria que está formado por três freguesias. Marinha Grande, Moita e Vieira de Leiria. Ao redor das povoações encontramos uma enorme superfície de pinheiros. O antigo povo de pescadores da Praia da Vieira converteu-se com o passar do tempo num excelente lugar de veraneio, mas ainda assim mantém sua típica frota de barcos.
Ainda que não se tem certeza da origem de Marinha Grande, se crie que foi fundada nos séculos XI ou XII com o nome de Marinha, por um grupo de colonizadores que chegaram a estas terras para trabalhar na extracção do sal. Até o ano de 1750 não recebe sua denominação actual.
A história de Marinha Grande começa a finais do século XV com a exploração do Pinhal de Leiria, um dos grandes factores de desenvolvimentos da população. Sua madeira serviu para a construção das embarcações utilizadas nos Descobrimentos.
No ano de 1600 se cria a freguesia de Marinha Grande se separando de Leiria. O segundo grande impulso económico teve lugar no ano de 1769, quando por iniciativa do Marques de Pombal se cria a Real Fábrica de Vidros, a mais importante do país. Marinha Grande se converteria assim na Capital do Vidro.
O enorme desenvolvimento económico e populacional veio das mãos da grande demanda de trabalhadores necessários para a expansão do Pinhal e para a fábrica de vidro. Em 1810 era a população com maior índice populacional de todo o Distrito, o que leva a que em 1836 se eleve a categoria de Concelho. Dois anos depois se elimina este novo Concelho, que se restaurará em 1917. No ano de 1892 D. Carlos I lhe concede o título de Vila.
A economia desta população se caracteriza por sua diversidade e desenvolvimento, destacando o sector dos moldes plásticos, o vidro, a indústria de embalagens, o artesanato do vidro e a madeira. O sector turístico também adquiriu grande importância. Destacando como pontos de interesse o pinhal e as praias, sobretudo a de São Pedro de Moel, uma estância balnear rodeada pelo Pinhal de Leiria.
Também merece a pena realizar um recorrido pelo património histórico da cidade através dos seus edifícios industriais. Hoje em dia a cidade representa um claro exemplo de dinamismo industrial e tecnológico, onde se estabeleceram importantes empresas internacionais.
PASSEIO TURISTICO
Praça Guilherme Stephens A Praça Guilherme Stephens é a praça principal de Marinha Grande, rodeada por edifícios de traça pombalina do século XVII. Nos seus arredores se encontra o edifício de Paços do Concelho, o Museu do Vidro, o teatro e o mercado municipal. No centro da praça destaca o busto em bronze de Guilherme Stephens suportado por um pedestal no qual se destaca a dedicatória ' A Guilherme Stephens - O Pessoal da Nacional Fábrica de Vidro 1941'. Foi realizado pelo conhecido escultor Luís Fernandes e inaugurado no ano de 1941 em homenagem a todos os trabalhadores da Fábrica Nacional.
Museu do Vidro O Museu do Vidro situa-se na Praça Guilherme Stephens, no Palácio Stephens. Se trata de um edifício neoclássico de três pisos e dois jardins construído na segunda metade do século XVIII. Foi inaugurado no dia 13 de Dezembro de 1998 pelo Presidente da República Dr. Jorge Sampaio, ano em que a cidade da Marinha Grande comemorou o 250 aniversário da Indústria Vidreira. Ao museu se acede por um portal de ferro onde se encontra a campainha utilizada para chamar os obreiros ao trabalho. No seu interior abriga a história e as técnicas de fabricação e decoração do vidro. A colecção está formada por numerosas vidreiras artísticas, cristais antigos, taças, jarrões, etc. Nas suas múltiplas salas também se pode contemplar quadros, mobiliários, livros e objectos relacionados com a história do cristal em Portugal. Além, disso possui um cenário em que se reproduz o interior da fábrica e um pequeno talher doméstico.
Igreja Paroquial da Marinha Grande - Igreja N. Sra. do Rosário A Igreja Paroquial da Marinha Grande, também conhecida como Igreja de Nossa Senhora do Rosário, situa-se no Largo 5 de Outubro, muito próxima ao Museu Joaquim Correia.
Museu Joaquim Correia O Museu Joaquim Correia situa-se no largo 5 de Outubro. Se encontra instalado no Palácio Taibner de Morais, também conhecido como Palácio dos Barosas, residência da família de José dos Santos Barosa. No seu interior se expõe as obras mais importantes do professor e escultor Joaquim Correia, nascido no ano de 1920 na Marinha Grande, em uma família de artistas vidreiros. Estas obras foram doadas pelo autor e sua família à Câmara Municipal Marinha Grande para enriquecer o património cultural da população. Foi inaugurado no dia 5 de Dezembro de 1997.
Estátua Orfeu A Estátua Orfeu foi oferecida por Joaquim Correia a Câmara Municipal para a sua instalação no Jardim Municipal. Situa-se no Largo 5 de Outubro, enfrente ao Museu Joaquim Correia.
Cruzeiro da Independência O Cruzeiro da Independência é um monumento de mármore com a Cruz de Cristo em suas cinco esquinas e o escudo da população. Foi levantado no ano de 1940 e é uma cópia exacta dos Padrões usados nos Descobrimentos.
Casa do Vidreiro A Casa do Vidreiro situa-se no Largo 5 de Outubro. Foi recentemente reconstruída e no seu interior guarda os objectos e o ambiente de qualquer casa de vidreiros das primeiras décadas do século XX.
Monumento aos Mortos da Grande Guerra O Monumento aos Mortos da Grande Guerra foi inaugurado o 9 de Abril de 1935 em homenagem aos falecidos na 1ª Guerra Mundial. Foi realizado pelo pintor e director da Escola Industrial da Marinha Grande, Alberto Nery Capucho. Situa-se na Avenida D. Dinis, perto do Jardim Luís de Camões.
Museu Santos Barosa - Fabrica do vidro O Museu Santos Barosa se encontra abrigado em um edifício do começo do século XX, situado na Rua Santos Barosa. Pertence a Fábrica do Vidro Santos Barosa, uma das empresas mais importantes da câmara, fundada no ano de 1889. No seu interior se expõe numerosos objectos e utensílios utilizados na produção manual do vidro e a reconstrução de um forno. Foi inaugurado no ano de 1989 nas celebrações do primeiro centenário da fábrica.
Parque do Engenho O Parque do Engenho, com uma extensão de mais de 25.000 metros quadrados, é um lugar arborizado com jardim que durante muitos anos acolheu numerosos festejos populares. Sua origem se remonta no século XVIII, quando no ano de 1724 se ergueu um molinho utilizado para serrar madeira e movido pelo vento, que em consequência do incêndio no ano de 1774 foi destruído. Hoje em dia no parque se encontra vários edifícios onde funcionam as Administrações dos Serviços Florestais, viveiros, um campo experimental de estudos botânicos, uma capela, etc.
Monumento 18 de Janeiro O Monumento 18 de Janeiro situado na Praça do Vidreiro em lembrança a Revolução Armada do 18 de Janeiro de 1934. Foi realizado pelos Vidreiros para acabar com a má situação da indústria. Está formado por dois blocos, um pedestal talhado com um trabalhador vidreiro armado e outro com várias esculturas esculpidas de operários trabalhando o vidro.
Pinhal do Rei O Pinhal do Rei, também conhecido como A Mata Nacional de Leiria o Pinhal de Leiria, compreende uma área de mais de 11.000 ha. Localizado quase todo ele no Concelho de Marinha Grande, ocupando cerca de dois terços da sua superfície. Seu cultivo se iniciou no século XIII com o reinado de D. Afonso III e mais tarde durante o reinado de D. Dinis se intensificaram suas plantações, estabelecendo as primeiras normas para a ordem e gestão da Mata. Foi plantado para assegurar as areias que os ventos arrastavam até as terras, férteis do interior, afectando gravemente a agricultura da zona, uma das bases mais importantes para o desenvolvimento económico da população. Suas madeiras tiveram grande importância por serem utilizadas para a construção das embarcações que trabalhavam em Descobrimentos Marítimos Portugueses. Hoje em dia toda a sua extensão, plantada por numerosas árvores de diferentes espécies, possui uma rica fauna e flora, e é um lugar ideal para realizar passeios a pé ou em bicicleta e observar sua formosa natureza.
Farol de São Pedro de Moel O Farol de São Pedro, também conhecido como o Farol do Penedo da Saudade, é um farol marítimo situado no litoral da população de São Pedro de Moel. Iniciou-se a sua construção no ano de 1909 e foi inaugurado no ano de 1912. Tem uma altura máxima de 51 metros e no seu interior se encontra uma escada em caracol com 135 degraus. Actualmente segue em funcionamento e sua luz produzida por dois potentes focos e por lâmpadas de 3.000W, tem um alcance de aproximadamente 41 milhas.
Casa-Museu Afonso Lopes Vieira A Casa Museu Afonso Lopes Vieira situa-se a um quilómetro do Farol de São Pedro de Moel, junto ao mar. Foi construída pelo arquitecto Rui Lino. No seu interior estão expostos numerosos objectos pessoais do poeta, mobiliário, quadros, peças de arte e obras de poesia, teatro e romance do autor. Depois da morte do poeta, no ano de 1946, a casa foi doada a Câmara Municipal de Marinha Grande. Se encontra aberta ao público durante os meses de verão.
Vieira de Leiria Vieira de Leiria, tradicional população de pescadores, é uma das três freguesias que compõem o Concelho de Marinha Grande. Se encontra situada à margem esquerda do rio Lis, no extremo norte do Pinhal de Leiria, também conhecido como o Pinhal do Rei, a 14 km de Marinha Grande e a 4 km da costa onde se encontra a conhecida Praia da Vieira, agradável centro de veraneio dotado de excelentes infra-estruturas onde destaca um Parque aquático. É uma população moderna que surgiu das actividades relacionadas com o Pinhal do Rei e foi elevada a categoria de Vila no ano de 1985.