A cidade do Porto é a segunda mais importante de Portugal e uma das mais antigas de Europa. Situada na margem direita do Rio Douro, é o motor administrativo e económico do norte do País. Para os visitantes, com um passeio pelo seu passado medieval descobrirá belos lugares de uma cidade que olha ao futuro com optimismo e na qual o ambiente está garantido durante todo o ano.
O território da actual cidade de Porto esteve ocupado desde tempos pré-históricos, suas origens parecem encontrar-se no século VIII a.C., durante a Idade de Bronze. Desde então, por aqui passaram diferentes civilizações, os Romanos deram lugar a uma época de grande desenvolvimento e urbanização, durante esta época se construíram as muralhas que seriam posteriormente reconstruídas nos séculos XII e XIV.
No século V os povos Bárbaros deixaram suas marcas, primeiro os Suevos e depois os Visigodos, que conseguiram converter a cidade na Sede Episcopal. A cidade era conhecida nesta época como Cale e mais tarde como Portucale, de onde deriva o nome do país. As invasões árabes de princípios do século VIII finalizaram no ano 868 com a conquista de Vímara Peres.
D. Teresa doa estas terras ao bispo D. Hugo, que lhe concede o Foral em 1123, desde este momento a cidade goza de um grande desenvolvimento, se estende ao comércio e as actividades marítimas e mercantis, graças as relações estabelecidas com os mais importantes portos europeus. O estaleiro de Porto se converte em um dos mais importantes do país. O impulso que supõe as Descobertas o consolida como o principal centro comercial e económico da região.
No século XVII surge com força o comércio do vinho, o Vinho do Porto goza de invejável qualidade graças as perfeitas condições naturais deste território situado na desembocadura do rio Douro.
O século XIX, foi fatídico, as invasões francesas, os contínuos desastres e a instabilidade política escureceram este período. No final do século chega a imparável Revolução Industrial, que transforma a Porto. A população activa ocupa sectores como o têxtil, o vinho, o calçado e a alimentação, e mais adiante surgem as artes gráficas e a indústria química.
No decorrer do século XX transforma-se e revitaliza-se o centro histórico. Como capital e cidade principal da região norte, Porto dará nome ao País e a um dos melhores vinhos do mundo. Por grande dinamismo foi nomeada Cidade do Trabalho, centrada sobretudo na indústria, o comércio e os serviços.
Entre os numerosos atractivos que a cidade oferece encontra-se sua activa vida social e cultural, a beleza do seu centro histórico, classificado no ano de 1996 como Património da Humanidade pela UNESCO, suas fantásticas praias e claro seu mundialmente conhecido Vinho.
PASSEIO TURISTICO
Sé Catedral do Porto A Sé Catedral de Porto, um dos principais edifícios religiosos de Porto, é um templo românico construído no século XII que sofreu numerosas alterações no decorrer da sua história, destacando a rosácea e o claustro gótico do século XIV, a capela-mor do século XVII com um retábulo do século XVIII e o portal rococó. Situa-se em um lugar conhecido como Terreiro da Sé e das suas origens conserva seu aspecto de fortaleza, com ameias na sua fachada e duas formosas torres. Tem planta em cruz latina, três naves de cinco tramos e capela-mor rectangular. Destacam-se no seu interior a sacristia, o claustro, a Capela de João Gordo, onde encontra-se um túmulo gótico, a Sala do Capítulo, uma exposição de Arte Sacra, as pinturas de Nicolau Nasoni e o altar de prata do Santíssimo Sacramento.
Torre da Rua de D. Pedro Pitões - Torre da Cidade A Torre da Rua de D. Pedro Pitões, conhecida popularmente como Torre da Cidade, é uma torre medieval coroada por ameias. Descobriu-se no Terreiro da Sé no começo dos anos 40 do século XX, durante a Época da Demolições. Foi integralmente reconstruída pelo arquitecto Rogério de Azevedo e sua planta é quadrangular dividida em dois pisos.
Igreja de São Lourenço ou dos Grilos A Igreja de São Lourenço dos Grillos, conhecida também como a Igreja do Colégio, foi edificada pelos Padres Jesuítas a finais do século XVI e se encontra situada muito perto da Sé Catedral, no Largo do Colégio. É um templo do estilo maneirista com planta cruciforme, de uma só nave e capelas colaterais intercomunicadoras. No seu interior existe um retábulo em talha dourada de Nossa Senhora da Purificação e um belo painel em estilo neoclássico.
Palácio da Bolsa O Palácio da Bolsa estilo neoclássico, é um dos edifícios turísticos mais visitados e importantes de toda a cidade de Porto. Foi construído na segunda metade do século XIX pelo arquitecto Joaquim da Costa Lima e se encontra situado na Rua Ferreira Borges, no centro histórico da cidade ao lado da igreja de São Francisco. No interior do palácio destacam-se o 'Salão Árabe', inspirado no Palácio de Alhambra, o Pátio das Nações, a Sala do Presidente, a Biblioteca com mais de 10.000 volumes e as esculturas de Soares dos Reis e Teixeira Lopes. É a sede da Associação Comercial do Porto e está classificado como Monumento Nacional.
Igreja de São Francisco A Igreja de São Francisco é um dos templos mais emblemáticos da cidade. Situa-se na Rua Infante D. Henrique foi construída entre os séculos XIV e XV em estilo gótico, posteriormente no século XVIII sofreu algumas modificações de influência barroca. É um dos poucos edifícios medievais que se conservam em toda a cidade e a única igreja gótica. Destaca-se em sua fachada sua grande rosácea e o portal. Seu interior de grande riqueza e luxo está totalmente revestido com talha dourada barroca e rococó. Uma das suas capelas mais importantes é a Capela de São João Baptista, de fins do século XV, onde encontra-se um retábulo que representa o Baptismo de Cristo no rio Jordão.
Igreja e Torre dos Clérigos A Igreja e Torre dos Clérigos do estilo barroco foram construídas por Nicolau Nasoni, arquitecto italiano, durante o século XVIII e estão situados na Rua dos Clérigos. A igreja tem forma octogonal e sua fachada está dividida em dois níveis, no seu interior tem uma escada de 240 degraus que acede a parte mais alta da torre, desde onde se observa uma das mais belas panorâmicas da cidade e do rio Douro.
Igreja do Carmo A Igreja do Carmo foi desenhada pelo arquitecto José de Figueiredo Seixas e construída pela Ordem Terceira do Carmo entre os anos de 1756 e 1768. É um templo do estilo barroco composto pelo vestíbulo, nave, transepto, capela-mor, sacristia e três capelas laterais. Está situado na Rua do Carmo, muito perto da Torre dos Clérigos, tem planta longitudinal e sua fachada lateral está revestida por um grande painel de azulejos de princípios do século XX que representam o agrupamento dos cristãos no Monte Carmelo. No seu interior destacam as maravilhosas talhas douradas situadas nas capelas laterais e no seu altar-mor.
Museu Soares dos Reis O Museu Soares dos Reis, antigo Museu Portuense, é considerado um dos primeiros museus de arte de Portugal. Está abrigado em um palácio neoclássico do século XVIII, Palácio dos Carrancas classificado como Imóvel de Interesse Público, situado na Rua D. Manuel II. No seu interior merece especial destaque o acervo de pinturas portuguesas do século XIX e XX da conhecida 'Escola do Porto' representada pelos artistas Silva Porto, Marques de Oliveira, Artur Loureiro e Henrique Pousão, as colecções de cerâmica e vidro, e as mais importantes obras do escultor Soares dos Reis, do século XIX.
Jardins do Palácio de Cristal Os Jardins do Palácio de Cristal, formados pelo Jardim do Palácio, a Quinta da Macieirinha e a Quinta Tait São, foram realizados pelo arquitecto alemão Émile David no século XIX e estão situados na Rua D. Manuel II. Desde os jardins se obtém umas excelentes vistas do mar e do rio Douro, e seu interior conta com um lago, um míni zoo de aves e capela data no século XIX. No parque se realizam numerosos eventos culturais. É uma das zonas verdes mais visitadas da cidade e no seu interior se encontra o conhecido Palácio de Cristal e o Museu Romântico.
Palácio de Cristal O Palácio de Cristal situa-se na Rua D. Manuel II, dentro de um formoso jardim conhecido como Jardim do Palácio de Cristal. Foi construído no século XIX para abrigar exposições, concertos, obras de teatro, etc., e para sua realização foram utilizados os melhores ferros e granito da zona. É um edifício de planta circular onde destaca-se sua formosa cúpula que cobre o grande salão de exposições, com uma capacidade para 10.000 pessoas, realizado em ferro e cristal. Foi inaugurado no dia 18 de Setembro de 1865 com a Exposição Universal Portuense, contando com a presença de D. Luís I. No interior do palácio está a Capela de Carlos Alberto.
Museu Romântico da Quinta da Macieirinha O Museu Romântico situa-se no interior da Quinta da Macieira, na Rua Entrequintas, abrigado em uma casa do século XVIII que pertenceu ao rei Carlos Alberto de Sardenha. Em seu interior se expõe numerosas colecções de mobiliário, história, pinturas, gravuras, etc., além de numerosos objectos pertencentes ao rei.
Museu do Vinho do Porto O Museu do Vinho do Porto situa-se em um edifício do século XVIII, utilizado como armazém dos Vinhos da Companhia da Agricultura da Vinhas do Alto Douro. Situado na Rua de Monchique, é o principal centro de informação do Vinho do Porto, vinho com denominação de origem e de fama grande em todo o mundo. Nele se exibe a história do famoso vinho, produzido unicamente na região delimitada pelo rio Douro.
Forte de S. João Baptista O Forte de São João Baptista, conhecido como Castelo da Foz, é um a fortificação militar com uma grande capacidade defensiva. Foi construído em finais do século XVI, durante o domínio espanhol, para a defesa da costa e a entrada do rio Douro. Está situado na Explanada do Castelo e hoje em dia é a sede do Instituto de Defesa Nacional.
Castelo do Queijo O Castelo do Queijo, também conhecido como Forte de São Francisco de Xavier, foi construído no século XVII pelo arquitecto Miguel de L'École. Situa-se na Praça Gonçalves Zarco e é uma fortificação militar de planta trapezoidal, rodeada por um fosso com guarita nas esquinas e utilizada para a defesa da costa e do rio Douro. Destacam no seu interior a residência e a capela do Governo.
Parque da Cidade O Parque da Cidade situa-se muito perto do Castelo do Queijo, delimitado pela Avenida da Boavista, na Estrada da Circulação e a Rua da Vilarinha. Foi realizado pelo arquitecto Sidónio Pardal nos anos 60 do século XX. É a zona verde mais extensa da cidade, considerado o maior parque de todo o país, espaço privilegiado para o contacto com a natureza. No seu interior destaca-se um formoso lago. Foi aberto ao público no ano de 1993.
Edificio da Estação de São Bento O Edifício da Estação de São Bento situa-se na Praça da Almeida Garrett. Foi construída pelo arquitecto Marques da Silva no local onde existia o Convento de São Bento de Ave Maria. Sua construção foi iniciada no ano de 1900, durante o reinado de D. Carlos, e foi inaugurada no ano de 1916. No seu interior destaca-se um amplo revestido de azulejos que representam cenas históricas, uma das colecções mais importantes do seu género existentes em Portugal.
Igreja de Santo Ildefonso A Igreja de Santo Ildefonso é um templo do século XVIII, construído sobre os restos de uma antiga ermida. Sua arquitectura combina os estilos, barroco, neoclássico e neobarroco. Situa-se na Rua de Santo Ildefonso. Praça da Batalha e tem planta longitudinal composta por uma só nave e capela-mor. No seu exterior destacam as duas torres sineiras situadas a ambos lados do seu portal. As partes do templo estão decoradas com azulejos de Jorge Colaço e representam cenas da vida do Santo.
Edificio da Câmara Municipal - Paços do Concelho O Edifício da Câmara Municipal foi construído entre os anos de 1920 e 1957, ano em que foi inaugurada na Avenida dos Aliados, Praça General Humberto Delgado. Sua arquitectura está inspirada nos grandes palácios do norte de Europa. Do formoso edifício destaca-se no seu centro uma torre com 70 metros de altura onde há um relógio de carrilhão. Frente a fachada principal encontra-se a estátua do poeta Almeida Garrett, obra do escultor Barata Feio, inaugurada no ano de 1954 para comemorar o primeiro centenário da sua morte.
Igreja da Lapa A Igreja da Lapa foi construída pelos arquitectos João Strovel e José Figueiredo Seixas no século XVIII no Largo da Lapa. Nas suas origens pertenceu a Irmandade de Nossa Senhora da Lapa, instituída no ano de 1755 pelo Papa Benedito XIV. Sua fachada principal está dividida em três partes, onde a central está coroada pelo frontão abatido. É um templo de uma só nave coberta por madeira com capela-mor e altares laterais do estilo neoclássico. No interior do templo destacam-se os nove retábulos neoclássicos e a bela imagem de Nossa Senhora da Lapa do século XVIII.